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O renascimento da Indústria Têxtil e do Vestuário

O renascimento da Indústria Têxtil e do Vestuário

Nas décadas de 70 e 80 do século passado, a Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV) portuguesa tornou-se competitiva não só pelo seu ‘know-how’, mas também pelos baixos custos de produção.

A mão de obra barata, a proximidade geográfica e a afinidade cultural favoreceram, então, a deslocalização dos meios de produção de outras partes da Europa para Portugal. A ITV ganhou assim grande preponderância na economia nacional, tornando-se inclusivamente o principal setor exportador português.

No final do século XX, a ITV é confrontada com um forte aumento da concorrência internacional, fruto quer da liberalização das quotas de entrada de têxteis na Europa, quer da diminuição dos preços nos mercados de destino, quer ainda da redução do consumo provocada pela prevalência da diferenciação sobre a massificação. Neste cenário, verificou-se a crescente perda de competitividade da ITV portuguesa face à concorrência de produtos oriundos da China, Índia e Paquistão, entre outros países com baixos custos de produção.

Na passagem de século, a ITV sofreu uma quebra significativa da sua capacidade exportadora e a perspetiva de um drama social em algumas regiões do país, como o Vale do Ave, pairava ameaçadoramente. Para recuperar a competitividade de outrora e assim assumir um maior controlo na cadeia de valor, a fileira começou a mudar o seu paradigma de desenvolvimento, passando a apostar em fatores intangíveis como o capital humano, a inovação, a criatividade, o ‘branding’, o marketing e a diferenciação.

É nesta conjuntura que entra a moda como fator crítico de competitividade. Para prosseguir a recuperação dos últimos anos, a ITV tem de continuar a aliar a sua consensual qualidade de produção a uma maior criatividade no capítulo do design dos produtos, o que pressupõe um relacionamento mais escorreito entre indústria e criadores. Além disso, é indispensável promover, quer nacional, quer internacionalmente, essa criatividade em eventos vocacionados para o efeito.

Este sempre foi o entendimento do Portugal Fashion, evento de moda organizado pela associação a que presido, a ANJE. Nas vésperas da sua 38ª edição, é com satisfação que verifico que o Portugal Fashion continua fiel à sua matriz identitária, promovendo sinergias entre criadores e indústria de vestuário, entre moda e qualidade de fabrico, entre sentido estético e apetência comercial.

O sucesso que os criadores e as marcas portugueses têm conhecido lá fora com o apoio do Portugal Fashion, evento que está hoje presente nas ‘fashion weeks’ das três capitais europeias da moda – Milão, Londres e Paris –, faz-me crer que a fileira vai continuar a crescer, a ganhar competitividade e a conquistar mercados. Vale, pois, a pena investir e apoiar projetos neste setor econômico em expansão.

Fonte: Econômico

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